sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vale do Reno - parte 4

Começo de julho de 2011 e mais uma oportunidade de passear na Alemanha surgiu! O voo para Frankfurt dessa vez foi via Rio de Janeiro, mas o tempo de permanência lá era o mesmo, aproximadamente 30 horas.

Dessa vez consegui alugar carro no aeroporto e o plano era o mesmo: sair 7h da manhã (horário local - 2h horário do Brasil) e passear pelas cidades às margens do rio Reno, visitando o máximo de castelos possíveis em 10 horas!

Minhas parceiras dessa vez foram a Taryana e a Rosemeire. Pegamos a autoban com destino a nossa primeira cidade: Lahnstein.

Lahnstein é uma cidade de importância estratégica, situada na confluência dos rios Lanh e Reno.


A cidade foi fortificada na Idade Média e ainda hoje é possível ver algumas de suas torres, portas e muralhas.


Nosso primeiro destino na cidade foi um café, e, em seguida o centro de informações turísticas. Um senhor muito simpático nos explicou (em inglês) sobre a principal atração da cidade, o castelo Lahneck, situado no alto da colina atrás da cidade.


Subimos toda a colina de carro e foi possível estacionar aos pés da bela fortaleza de Lahneck.



A única maneira de visitar o castelo de Lahneck é com visita guiada em alemão. Como só havia nós três lá e não entendíamos alemão, a guia não quis nos guiar dentro do castelo mas deixou que a gente ficasse nos jardins tirando fotos.
Essa torre parece até a da Rapunzel!


Essa é a fachado do castelo Lahneck, vista a partir de uma de suas torres da muralha.

Continuamos o passeio e seguimos uns 20km em direção a outro castelo: Marksburg, na cidade de Braubach. É um dos castelos mais famosos da Alemanha, tombado pela UNESCO como patrimônio da humanidade, é o único castelo nas margens do Reno que nunca foi destruído.


O castelo fica localizado em uma colina de 160m de altura, atrás da cidade de Braubach e esse é o visual que temos de um dos seus jardins.


A vista do Rio Reno é muito bonita a partir desse ponto, na parte externa do castelo.


Fizemos a visita guiada em alemão mesmo. Mas um guia escrito em inglês nos auxiliava, a Taryana fazia a tradução simultânea. Passamos por diversas partes do castelo: os quartos, a capela, a sala de tecelagem, uma parte mostrando a evolução das armaduras... tudo muito bem conservado. A visita durou cerca de 50 minutos.



Essa foto mostra o castelo Marksburg visto a partir da cidade de Braubach.


A construção do castelo foi iniciada no século XII, com a intenção de proteger a cidade de Braubach. Ao longo dos séculos, pertenceu a várias famílias (os brasões de cada uma ficam expostos na entrada do castelo). No período de Napoleão, o castelo foi usado como uma prisão.


Hoje, o castelo funciona como sede da Sociedade Alemã de Castelos, uma iniciativa privata com fins de preservar os castelos da Alemanha.

Continuamos nossa viagem sentido sul das margem direita do Reno. O dia estava muito bonito e os vinhedos nas margens do reno estavam verdes e cheio de uvas. Nossa parada dessa vez foi na cidadezinha de Kaub, e o castelo visitado foi o Burg Pfalzgrafenstein (não me pergunte como se pronuncia!). Localizado em uma ilha do Rio Reno.


Esse castelo foi erguido em 1326, na época do famoso rei Ludwig da Baviera. O castelo funcionava como posto de pedágio dos navios que passavam por ele.
Para chegar até lá, pegamos um barquinho em Kaub, por 2,50 euros nós chegamos na ilha Pfaz em apenas 3 minutos! A visita ao castelo incluia um panfleto explicativo em português (ebaaa!!!) e através das indicações numeradas descobrimos todos os mistérios do castelos: seus calabouços, suas torres, suas maneiras de fechar os portões...


Essa é a vista do alto da torre do castelo: a bela cidadezinha de Kaub.


Essa foto foi tirada de dentro do barco, quando estávamos voltando. O famoso escritor Victor Hugo fez a seguinte citação sobre esse castelo: "Um navio de pedra, eternamente à tona sobre o Reno..."



Finalizamos o passeio com um almoço maravilhoso e tipicamente alemão na cidade de Rüdesheim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mont Blanc - France

Final de Abril de 2010: primavera na Europa, fim de todo aquele frio, ótima época para explorar. Essa exploração foi uma das mais ousadas que já fiz pois cruzamos de um país para outro no pouco tempo que temos em nosso pernoite remunerado.

O plano começou ainda em São Paulo. O Léo é um parceiro antigo de explorações e ficamos olhando no Google Maps qual seria a distância entre Arona, norte da Itália (local que hospedamos quando pousamos em Milão) e Chamonix Mont Blanc, na França: 222 km ou 2h e 33min! Não tivemos dúvida, esse seria nosso destino!

Conseguimos mais uma parceira, a Sara, e saímos 5h da manhã, horário local (meia-noite horário de Brasília), com o carrinho Panda, alugado no próprio hotel. Apesar de ainda estar amanhecendo, foi possível admirar a belíssima vista do Vale da Aosta, seus castelos e altas montanhas com neve nos topos. Mas o que mais impressionou na viagem foi o túnel de 12km que atravessamos entre a Itália e a França. Tem um pedágio de 40 euros para passamos literalmente "dentro" dos Alpes.

Chamonix é uma cidade famosa pelos esportes de inverno e seus resorts. Além disso, o pico Mont Blanc, com 4.810m de altitude, é considerado o teto da Europa, o ponto mais alto dos Alpes e o terceiro atrativo natural mais visitado do mundo!


A cidade é muito bonita! Cercada por montanhas nevadas de todos os lados. Chegamos tão cedinho que as ruas ainda estavam vazias e fazia aquele friozinho... Tomamos um chocolate quente com croissant e continuamos o passeio.



Um das principais atrações turísticas de Chamonix é o teleférico até o Aiguille du Midi (3.842 m). Construído em 1955, é o teleférico mais alto do mundo. Lembrei-me das vezes que fiz trekking na Serra da Mantiqueira e demorei umas 5 horas para atingir 2.700m no Pico das Agulhas Negras e em 30min iríamos atingir 3.842m!!!

O teleférico estava lotado de turistas com seus equipamentos de esqui. Éramos os únicos sem botas específicas para neve, mas a sorte que lá em cima tem plataformas de madeira com mirantes para observação panorâmica, além de um restaurante e lojas de souvinirs.


É realmente impressionante! A vista é tirar fôlego e nenhuma palavra é capaz de descrever esse lugar! Ficamos impressionados também com a agilidade dos turistas com seus esquis, algo que não fazemos nem idéia de como funciona, já que vivemos em um país tão tropical...


Nesse ponto do mirante é possível preceber a quantos metros estamos acima da cidade de Chamonix, tão pequenininha lá embaixo.


Esse painel mostra extamente o ponto que eu estava, e o ponto onde fica o Mont Blanc, mil metros acima.


Esse pico mais alto ao fundo é o Mont Blanc, em português seria Monte Branco, nome dado devido a neve que permanece lá o ano todo.


Essa plataforma é impressionante! Quem tem medo de altura não pode nem chegar perto!


O impressionante dessa foto é que não é possível diferenciar o que é nuvem e o que é neve...


Nós três e o Mont Blanc ao fundo! Nem parecia que era uma viagem a trabalho, parecia que estávamos de férias.

Almoçamos por lá e já era hora de pegar a estrada de volta. O GPS facilitou muito nossa vida e o Léo pegou o voltante na volta, super empolgado de por estar dirigindo pela primeira vez na Itália e na França.

Observação pós-passeio: oito meses após esse passeio inesquecível fomos notificados com uma multa de trânsito de quase 200 euros!!! Parece que na Itália não se pode NUNCA passar no sinal amarelo... heheh! Ninguém me disso isso na auto-escola de Varginha! Mesmo assim ficamos no lucro, pois um passeio desses é igual a propaganda do Mastercard, não tem preço!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ávila - Espanha

Minhas rotas são determinadas por uma força maior chamada "escala de voo". E essa não segue nenhum tipo padrão ao criar as rotas, às vezes vou a um determinado destino 3 vezes ao mês e depois fico mais de ano sem voltar. Foi exatamente isso que aconteceu com o destino Madri, na Espanha. É um lugar que vou apenas uma ou duas vezes ao ano e não sei o motivo. O importante é que na primeira semana de abril de 2011 eu consegui um voo para Espanha!

Já havia passeado bastante em Madri, além de duas outras cidades ao seu redor: Toledo e Segóvia, portanto precisava de um novo destino para visitar, por isso escolhi Ávila.

Ávila é uma cidade medieval, famosa por ser inteira muralhada. Suas muralhas têm 2,5 Km de extensão e 88 torres redondas, dispostas de 20 em 20 metros. A cidade é tombada pelo UNESCO como patrimônio da humanidade.

A melhor maneira de chegar a Ávila é de ônibus, a partir da estação Méndez Alvaro. A viagem dura em torno de duas horas. Consegui companhia de mais três colegas e saímos do hotel tão cedinho que ainda estava escuro.

Chegamos por volta de 10h e fazia muito frio, apesar de já ser início de primavera. Tomamos um chocolate quente com churros que estavam deliciosos.


Essa foi a primeira vista que tivemos de duas das 88 torres.


A melhor maneira de percorrer toda extensão da muralha é esse trenzinho turístico. Um passeio de aproximadamente 40 minutos passando por fora e por dentro das muralhas.



As muralhas são realmente muito impressionante. Inteiramente construída de pedras, desde o século XI, a mando do rei Alfonso VI de Castela, que ordenou repovoar e fortificar a parte antiga da cidade de Ávila. Em alguns pontos, é possível fazer uma caminhada no alto das muralhas, infelizmente não foi possível naquele dia por ser segunda-feira.


Depois do passeio de trenzinho, fizemos uma caminhada de uns 20 minutos, por fora das muralhas, até o mirante "Cuatro postes".



Valeu a pena a caminhada. A partir desse ponto é possível avistar perfeitamente a cidade dentro das muralhas.



Aí está a explicação do mirante ser chamado de "Cuatro postes". É uma cruz coberta por um dossel de quatro postes. O monumento está ligado à vida de Santa Teresa de Ávila, marca a entrada da santa e seu irmão na terra dos mouros.


Depois fizemos uma caminhada pela cidade antiga, na parte interna das muralhas.


Catedral del Salvador de Ávila, considerada a primeira catedral gótica da Espanha. A abóbada da Catedral faz parte das muralhas.



A visita ao interior da catedral é pago, e infelizmente não é possível tirar fotos.

Como nosso tempo em Ávila era curto, foi possível apenas almoçar e já era hora de pegar o ônibus de volta a Madri, o metrô de volta ao hotel e o avião de volta ao Brasil.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vale do Reno - parte 3

26 de junho de 2011 - Verão na Europa! Ótimo momento para aproveitar os dias longos e as temperaturas altas. Já tinha um plano antes de sair do Brasil: conhecer mais castelos no vale do rio Reno. E a companhia também já estava garantida: a animadíssma Monique é uma parceira antiga!

Ao chegar no aeroporto de Frankfurt, um pequeno imprevisto: nenhum carro disponível para aluguel. Devido ao feriado de Corpus Christi todos já haviam pegos os carros disponíveis. Precisava acionar o plano B: fazer todo o passeio de trem, ficaria mais caro e mais demorado mas eu não poderia desperdiçar um lindo domingo de verão em um quarto de hotel...

Saímos 7 da manhã do hotel em Neu Isemburg, pegamos o trem até Frankfurt e de lá outro até Rüdesheim. Chegamos por volta de 9h, passeamos um pouco pelas lojinhas da cidade e às 10h pegamos um barco até o castelo de Rheinstein.

Dentro do barco fizemos amizade com uma senhora alemã bastante simpática que nos contou que um dia por ano as duas rodovias nas margens do rio Reno ficam interditadas para carros e ficam exclusivas para bicicletas, patins e motos, e era exatamente naquele dia 26/06! Nessa hora eu fiquei muito feliz por não ter dado certo o aluguel do carro, a frustação seria muito maior!



Foi possível avistar o castelo Rheinstein de longe... sua construção foi feita em cima de uma rocha, dando uma impressão que o castelo é continuação da rocha ou a rocha é continuação do castelo... muito interessante.


Descemos do barco, atravessamos a rodovia entre os ciclistas e a placa nos dava boas vindas ao castelo Rheinstein! Como todos os outros castelos, a única maneira de subir até eles é a pé. espiramos fundo e fomos passo a passo, curtindo a vista e o canto dos pássaros.


A entrada no castelo custou 4 euros, mais 1 euro com folheto explicativo contendo mapas, informações turísticas e históricas.

O castelo foi construído no ano 900 e o primeiro morador foi o arcebispo de Mainz,Otto III. É um castelo medieval muito importante pela sua localização estratégica. Durante o período romântico no século 19, pertenceu ao príncipe Frederico da Prússia. Hoje o castelo pertence a família Hecher, é uma propriedade privada aberta ao público.


Parreira de 500 anos de idade e ainda carregada de uvas. Ao fundo, a pequena cidade de Assmanhousen nas margens do Reno.


Depois de uma visita completa em todas as torres e aposentos, fomos até o restaurante do castelo. Essa foto mostra o visual que curtimos enquanto almoçamos: a lateral do castelo, com suas torres e a capela.


Descemos de volta ao píer, pegamos o barco só pra atravessar o Reno e chegamos na pequena cidade de Assmanhousen.


Pegamos o teleférico até o parque no alto da cidade, que liga Assmanhousen a Rüdesheim.


A vista do teleférico é muito bonita: na margem oposta o castelo que estávamos, além da pequena cidade e seus vinhedos.



Após 30 min de caminhada chegamos nesse belíssimo mirante. A Monique tirou fotos panorâmicas que ficaram excelente! O lugar é lindo e o dia estava maravilhoso.




Depois de mais fotos nesse lindo mirante, pegamos outro teleférico para voltar a Rüdesheim. A cidade estava lotada devido ao encontro de motoqueiros. Tínhamos apenas alguns minutos antes de pegar o trem de volta... que pena, era hora de ir embora...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vale do Reno - parte 2

22 de maio de 2011 - O passeio pelo rio Reno dessa vez foi de barco. Minhas companheiras foram a Joice e a Keiko. Saímos cedinho de Neu Isemburg, pegamos o trem até Mainz e de lá pegamos o barco até Bacharach. Depois voltamos de trem.

Píer de Mainz - a partida do barco estava marcada para as 9:30 e já fazia calor essa hora.


Castelo de Biebrich em Wiesbaden - uma das paradas do barco.










Castelo de Reichenstein - um dos vários castelos nas margens do Reno. Conseguimos um lugar bem especial no fundo do barco, que estava lotado.


Esse é outro castelo, construído bem no alto da colina.


Píer de Bacharach - depois de quase três horas de passeio de barco descemos nessa bela cidade. Tínhamos apenas 2 horas antes de pegar o trem de volta pra Frankfurt.






Demos uma volta pela cidade e fomos conhecer o castelo Sthaleck, o que aparece no fundo, no alto da cidade. A única maneira de chegar até lá é a pé, uns 20 min de subida bem íngreme.


A vista do vale do rio Reno é impressionante ao longo da subida.


O castelo Sthaleck funciona hoje como albergue da juventude. Somente os associados podem se hospedar. Por isso não foi possível a visita no interior do castelo. Ficamos somente nos jardins e no pátio.

Não sei o que apreciamos mais: a deliciosa torta de maçã ou a belíssima vista do Rio Reno.


Depois desse belo passeio era hora de descer o morro e correr pra estação de trem. A volta incluiu uma breve parada na estação de trem de Mainz onde almoçamos um yakisoba de 3 euros!


Foi um passeio inesquecível!


Vale do Reno - parte 1

Alemanha - maio de 2011 - Primavera na Europa! Ótima época para conhecer o Vale do rio Reno, região da Alemanha com o maior número de castelos por metro quadrado. Parceiras da vez: Mari, Luíza e Karen. Alugamos um carro no aeroporto de Frankfurt, fomos pela autoban (rodovia) até Koblenz. Conhecemos a cidade e depois voltamos pelas margens do Rio Reno e conhecemos um dos castelos.

Deutches Eck - A esquina da Alemanha: local onde o rio Reno se encontra com o rio Mosela - Koblenz



Vista do rio Reno em um dos jardins do castelo.



Castelo Stonzenfels - a única maneira de chegar lá em cima é a pé mesmo! Foi uma bela caminhada, só morros!





O castelo é aberto a visitação. Mas ele é bem mais impressionante pela arquitetura e a vista do que pelo seu interior.






O GPS disse: "A 300 metros, pegue a balsa!" Levei o maior susto mas logo vi a fila da balsa. Enquanto isso ficamos admirando a vista do rio e de um dos seus castelos.

Atravessamos para a outra margem em St. Goar.


Fomos visitar o mirante da Lorelai. Uma pedra alta onde diversos capitães batiam seus barcos. Diz a lenda que eles eram hipnotizados pela bela Lorelai.


Infelizmente a bateria da câmera fotográfica acabou nesse momento e nesse belíssimo lugar só foi possíve tirar fotos mentais!


Almoçamos lá e voltamos pelas margens do Reno até Wiesbaden e seguimos de volta para nosso hotel em Neu Isemburg - Frankfurt.






segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bamberg

Como já escrevi em outras postagens, o verão na Europa é maravilhoso. É muito diferente do nosso verão pois temos esse solzão maravilhoso o ano todo. Lá não! São apenas três curtos meses de dias longos e lindos que contagia todos e deixa o astral e a temperatura lá em cima!!! Nesse ano, desde maio eu tenho aproveitado muito todas as vezes que vou à Europa, e cada passeio tem sido melhor que o outro! É até difícil escolher algum para ser o preferido, é tudo muito legal!!! Na semana passada, tive a belíssima oportunidade de conhecer uma cidade da região da Bavária (ou Baviera) alemã: Bamberg! Mas até chegar lá, foi uma longa história...

Domingo de manhã, 18 de julho de 2010, eu estava bem curtindo o final de semana na minha terrinha querida (Varginha), com planos de voltar para São Paulo à tarde pois minha programação era sobreaviso domingo a tarde e reserva segunda a noite e na terça mais um voo para Milão. Sobreaviso é quando a empresa me paga para ficar com o celular ligado caso eles precisem eu tenho que estar no aerporto em no mínimo uma hora e meia. Reserva é quando eu fico no aeroporto, de uniforme e malas prontas fazendo o que eu quiser em uma salinha da empresa, e caso eles me acionam para algum voo, eu preciso ir às pressas. Enfim, almocei a deliciosa feijoada da minha mãe e peguei a Fernão Dias com o coração na mão de ter que ir embora, mas fui...

Ainda na estrada eu recebo a ligação: Comissária Roberta Fávaro, apresentar-se no aeroporto de Guarulhos às 19:55 para fazer o voo para Frankfurt. Na hora eu nem pensei na correria que seria para arrumar tudo e cancelar os compromissos de segunda e terça, a única coisa que pensava era onde eu iria passear naquelas curtas 30 horas que iria ficar na Alemanha! Chegando em casa abri o livro dos 1000 lugares para conhecer antes de morrer e lembrei da dica que o Paulo já havia ouvido de sua professora de alemão sobre a cidade de Bamberg.

Segundo o livro, Bamberg é reconhecida como uma das mais belas pequenas cidades da Europa. Foi capital do Sacro império Romano- Germânico e guarda uma arca de tesouros arquitetônicos de diferentes períodos. É famosa também pelas suas nove cervejarias (apelidada de éden dos amantes da cerveja). É uma cidade universitária e está tombada pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Não tinha mais dúvidas, esse seria o destino do próximo passeio.

Cheguei muito animada no aeroporto! O voo estava completamente lotado: 365 passageiros. Antes de iniciar o voo eu ouvi o comentário de duas colegas: "Nem fui e já quero voltar" e a outra respondeu: "Eu também"... Nossa! É nessas horas que penso que Deus dá asas a quem não sabe voar! Quantas pessoas gostariam de estar em nosso lugar, aproveitando o maravilhoso verão europeu e muitos que têm essa oportunidade apenas reclamam...

Chegando no aeroporto de Frankfurt, ao invés de pegar o ônibus até o hotel junto com a tripulação, eu fui sozinha para o outro terminal alugar um carro no CarPool da Lufthansa. Eles alugam carros por apenas 18 euros a diária para tripulantes. E, com meu GPS, tudo ficava mais fácil. Poucos minutos depois eu já estava com um Toyota Yaris acelerando na autoban alemã.

Cheguei no hotel o pessoal tinha acabado de chegar. Minha companheira de viagem dessa vez foi a Adriana, uma colega muito simpática e animada que eu já conhecia desde que entrei na empresa. Arrumamos tudo e saímos na maior empolgação!

A viagem de Frankfurt a Bamberg durou duas horas. Chegamos por volta das 20h mas ainda estava sol alto! Fomos direto ao Hotel Central e conseguimos uma última vaga em um quarto duplo por 70 euros. Estacionamos o carro e saímos para passear a pé.



Seguimos por uma grande avenida, apreciando as belas construções e os jardins. Ao final nos deparamos com a famosa construção da antiga prefeitura. É um prédio no estilo enxaimel, construído em cima de uma ponte sobre o Rio Regwitz, dando a impressão de que a construção está flutuando sobre o rio. É possível apreciar a vista de vários ângulos: da própria ponte e das outras duas que estão uma de cada lado. Um lugar muito bonito, charmoso, encantador.

Seguimos pelas vielas, cheias de barzinhos com mesas nas calçadas e pessoas apreciando as famosas cervejas de Bamberg. As ruas do centro da cidade são todas exclusivas a pedestres (tipo ao que chamamos de calçadão) onde é possível apreciar a beleza das construções sem se preocupar com os carros.


Subimos um pouco e chegamos na maravilhosa Domplatz, ou praça da Catedral. O relógio da catedral marcava 21h e o sol ainda estava lá em cima. Em frente a catedral, na mesma praça, fica o Neue Residenz, que significa Palácio Novo, e, no século 18 foi residência dos príncipes-bispos. Tiramos muitas fotos somente por fora pois naquele horário não seria possível visita.

Continuamos subindo os morros de Bamberg, meio sem rumo mesmo e sem querer chegamos na Michaelsberg ("Mount St. Michael"), uma igreja belíssima, construída em um ponto estratégico da cidade, bem no alto de uma colina. Corremos para um dos mirantes para apreciar o pôr-do-sol (já era 21:30). A vista da cidade daquele ponto é fantástica, os telhados das casas formava uma piasagem linda naquele entardecer... Tiramos algumas fotos e descemos por um outro caminho, em meio aos jardins.

Já era noite em Bamberg, e, ao invés dos tradicionais postes de iluminação que temos aqui, lá cada casa possui um luminária , espécie de lustre, muito antigo, que ilumina a rua, mas somente o necessário. Passamos por uma rua exclusiva de pedestres. Havia vários restaurantes e muitas pessoas tomando cerveja e conversando nas mesinhas dos restaurantes colocadas nas calçadas.
A fome já apertava e resolvemos sentar em um restaurante. Cardápio em inglês por favor. Não sei se era o sono e o cansaço mas nem o cardápio em inglês estávamos entendendo, pedimos um em espanhol. O garçom entendeu nossa dificuldade e chegou com um magnífico cardápio de fotos! Muito mais fácil!!! Comemos salada, joelho de porco, batatas e o chucrute (repolho alemão). A Dri experimentou a famosa cerveja escura de Bamberg, eu fiquei no Apfelsaft, apenas suco de maçã. Voltamos ao hotel já era umas 23h, precisávamos dormir porque o passeio iria realmente começar no dia seguinte.









Dormimos como pedras, de tão cansadas. Tomamos um reforçado café da manhã, fechamos a conta do hotel e só passamos no carro pra deixar nossas coisas pois o passeio seria todo a pé!



A primeira parada foi a enorme Catedral de Bamberg! A grande igreja domina a paisagem da cidade. Contruída em 1211, em estilos romântico e gótico francês, possui uma nave tripla e dois coros. Visitamos os pontos principais da Catedral: o túmulo do único papa enterrado na Alemanha, Clemente II, que havia sido bispo na região, o manto azul que pertencia a Henrique II, os atares-mor e as monumentais esculturas que enfeitam os portais. Admiradas com toda aquela beleza, continuamos nosso passeio pois o tempo era curto.



Atravessamos a praça e chegamos ao Neue Residenz, o palácio dos príncipes bispos. Para visitar o interior do palácio é preciso agendar uma visita guiada. Conseguimos um horário só com um detalhe: as explicações eram todas em alemão! Tudo bem, melhor asim do que voltar pro Brasil sem conhecer esse palácio. Foram quase duas horas de passeio pelos aposentos imperiais, quartos e salas muito bem decoradas, com afrescos de antigos mestres alemães. A parte mais impressionante do palácio é a Sala do Imperador, construída entre 1695 e 1704, possui 16 estátuas que retratam os imperadores do Sacro Império Romano. Tudo era lindo, os detalhes da arquitetura, os lustres, os móveis, até as louças.


E, para finalizar, o famoso Jardim das rosas! O jardim do palácio tinha apenas rosas, de todas as cores, tamanhos e beleza única! Fiquei emocionada ao caminhar entre as flores, as fontes e, claro, os turistas! O sol estava bem forte nessa hora.





Continuamos o passeio, fomos até as margens do Rio Regnitz. Fizemos um breve lanche no Nordsee e seguimos para um passeio de barco no Klein - Venedig ("Pequena Veneza"). É um bairro de pescadores, com belas casas enfeitadas com gerânios. Por ficarem bem às margens do rio, e cada casa ter um barquinho, realmente lembra Veneza. O passeio foi legal, havia uma excursão de crianças no mesmo barco e nós ficamos rindo e admirando como elas eram lindas!

Estava tudo muito bom, mas era hora de voltar... Na maior correria voltamos pro estacionamento e pegamos a autoban novamente. Foi um passeio inesquecível e muito especial!