sábado, 30 de agosto de 2014

Brighton



Nós brasileiros temos o privilégio de ter cerca de sete mil quilômetros de litoral com praias belíssimas e clima tropical o ano inteiro. Portanto, ao visitar uma praia britânica, não podemos nem ousar comparar com as praias brasileiras pois a diferença de clima e paisagem é grande. Mas a magia de viajar é justamente essa: conhecer e observar essas diferenças que tornam o nosso mundo tão diversificado. E eu como uma boa mineira, amo qualquer tipo de praia e não podia deixar de conhecer mais uma.

Em agosto de 2014, tive a oportunidade de ir (à trabalho) para Londres e aproveitei o verão britânico para conhecer a praia mais próxima de Londres. Brighton fica no sul da Inglaterra, cerca de 100 km de Londres e é a preferida dos londrinos no verão. Os trens partem da estação Vicotoria com bastante frequência e a viagem dura cerca de 55 minutos.

Com a companhia de duas colegas, a Ane e a Juliana, pegamos o trem das 08:36 e às 09:30 já estávamos no litoral sul britânico. A estação de trem de Brighton fica bem no centro da cidade e é possível fazer tudo a pé por lá.

Rua da estação de trem: é possível ver o mar ao fundo

Além da praia, a cidade tem uma atração turística importante: o Royal Pavillion. Esse palácio era uma casa de campo que George IV, ainda príncipe, alugou na primeira vez que foi a Brighton em 1783. O futuro rei gostou tanto da atmosfera informal da cidade que em 1787 ele comprou a propriedade e criou um palácio neo-clássico. A partir de 1802 os interiores foram decorados em estilo chinês. Em 1811, George contratou Jonh Nash para aumentar o palácio, com um exterior baseado na arquitetura indiana.


Royal Pavillion



Até 1850, o Royal Pavillion foi residência real, quando a rainha Victoria (sobrinha do rei George IV) vendeu o palácio para a cidade Brighton, que manteve a decoração e restauração até os dias atuais. 
A visita ao palácio inclui um audio-guia e dura cerca de uma hora. Infelizmente não é possível tirar fotos do interior. A decoração é extremamente maravilhosa, repleta de detalhes chineses como bambus e dragões. É possível visitar a sala de banquetes, o salão de música, os quartos reais, o salão de música, a cozinha, tudo com explicações detalhadas do audio-guia.

Continuamos o passeio, agora sim em direção à praia. Passamos por uma praça muito florida com uma fonte e homenagem à Rainha Victoria.


Chegando na praia o vento era forte e a temperatura em torno de 15ºC. Não existe areia, apenas pedregulhos e algumas conchas. O Mar do Canal da Mancha não é tão azul, é mais escuro e o céu, típico inglês, estava bem cinza.





O que domina a paisagem na praia é a Roda Gigante e o Brighton Pier, um píer de 800m  adentro do mar com parque de diversões, restaurantes e muitos turistas. É um lugar extremamente agradável, com música ambiente e energia boa. 

Anne, eu e Juliana no Brighton Pier



Comemos o tradicional Fish & Chips (pexe com batatas fritas) no píer, curtindo o visual da praia e a felicidade dos turistas com uma pontinha de sol que apareceu por volta de meio-dia, fazendo a temperatura subir para para 19°C!!!

Fish and chips com vista para o mar


Continuamos o passeio pela orla, com feirinhas de artesanato, suvenirs e artistas de rua.















Saindo do praia, fomos em direção a outro ponto turístico da cidade: The Lanes, um labirinto de vielas, repleto de pessoas e lojas, basicamente jóias, antiquários e cafés. Entramos em apenas uma loja que nos chamou muita atenção e só depois que eu descobri que era uma famosa chocolateria. Choccywoodydoodah é uma chocolateria que faz doces e bolos incríveis e tem um reality show. Uma espécie de Cake Boss britânico. A fila era enorme e nós só ficamos admirando e babando nas maravilhas da vitrine dessa lja incrível!


Deliciosa vitrine da Choccywoodydoodah

Vielas do The Lanes
























Passamos pela Torre do Relógio e voltamos para estação de trem. Pegamos o trem das 14:36 de volta para Lonres pois nosso voo de volta para São Paulo era às 22h.

Torre do Relógio com a catedral ao fundo

Gostei muito da experiência de conhecer uma praia tão diferente e um verão tão frio. Brighton é uma cidade muito bonita que vale a visita de quem tiver um tempinho livre em Londres. 

Gastos totais do passeio, por pessoa:
Metrô até a Victoria station: 7 libras
Trem ida e volta: 30 libras
Entrada no Royal Pavillion: 11 libras
Fish and Chips: 10 libras
Total: 58 libras, cerca de 230 reais

terça-feira, 15 de julho de 2014

Zaragoza


Em plena Copa do Mundo de 2014, o turismo mundial gira em torno do Brasil. Mas quem trabalha na aviação não pode se dar ao luxo de ficar no país, tem que continuar voando pra fora. Dia 04 de julho de 2014 fiz um voo para Madri e durante minha estadia na Espanha cinco pessoas diferentes me perguntaram o que uma brasileira estava fazendo na Espanha em tempos de Copa do Mundo no Brasil!

Já que eu estava na Espanha em pleno verão não poderia desperdiçar a oportunidade de conhecer mais uma cidade repleta de arte e história: Zaragoza.

Situada na metade do caminho entre Madri e Barcelona, às margens do rio Ebro, a cidade foi fundada pelos romanos no ano 25 aC e chamava-se Cesaraugusta, em homenagem ao imperador Cesar Augusto. Ao longo dos anos, judeus, muçulmanos e cristãos continuaram enriquecendo a cidade com suas culturas, criando a atual cidade de Zaragoza. Hoje capital de Aragão e quinta maior cidade espanhola.

Trens AVE na estação Atocha
O trem de alta velocidade espanhol (AVE) faz a viagem de Madri a Zaragoza em apenas 1h20min, partindo da estação Atocha. Eu tinha 30h para ficar em Madri e não pensei duas vezes: arrumei minha mochila, reservei um hotelzinho em Zaragoza e fui pra passar a noite, mesmo sem companhia de nenhuma.
Só a viagem de trem já valeu o passeio. O trem bala vai a 300 km/h!!! Incrível!


Cheguei lá às 20:30 e o sol ainda estava alto. O ônibus 34 parte da estação Delizias e vai até o centro histórico da cidade. Deixei a mochila no Hotel Avenida (apenas 36 euros a diária!) e fui aproveitar o entardecer.

Ruínas das muralhas romanas com a Torre de la Zuda ao fundo

Comecei a visita pelas ruínas das muralhas romanas e o Torre de la Zuda, bem nas margens do rio Ebro. Em cima da ponte de Santiago fiquei hipnotizada com a bela vista da cidade de um lado e o pôr do sol do outro lado da ponte...


Com uma temperatura de 31 graus, às 22h que eu nem podia chamar de noite, caminhei pelas margens do Ebro até a Ponte de Pedra, onde pude apreciar o espetáculo do pôr-do-sol com a magnifica Basílica Nossa Senhora do Pilar ao fundo.


Em seguida fui conhecer a Plaza del Pilar, principal praça da cidade composta pela Basílica, a Lonja (centro de exposições), o palácio episcopal e a catedral de Zaragoza chamada de La Seo. Tudo já estava fechado para visitações e só me restou admirar a beleza daquela praça e comer os tradicionais tapas (tipo petisco) antes de voltar ao hotel para dormir...

Plaza del Pilar

Os palitos mostram o número de tapas que havia comido para pagar depois (apenas 1,40 cada)




























No dia seguinte, tive que escolher os principais pontos turísticos para visitar, uma vez que meu trem de volta para Madri era às 15:43 e não teria tempo de ver tudo. Portanto, fui até um posto de informações turísticas e com um mapa a moça me indicou as principais atrações da cidade, que compartilho com vocês nesse post:

Basílica Nossa Senhora do Pilar: cartão postal da cidade em todo o mundo, é uma joia da arte barroca. Construída entre os séculos XVII e XVIII , sua construção só foi finalizada em 1961 quando a última das onze cúpulas decoradas foi construída. O templo é visitado por milhões de pessoas de todo o mundo que fazem promessas, peregrinações e oferendas à Virgen del Pilar.

O interior da Basílica é repleto de obras de arte: dezenas de capelas nas laterais do altar maior. Os afrescos das cúpulas foram feitos por Goya em 1781.

A aprtir das 10h é possível pegar um elevador até uma das torres da Basílica e a vista é realmente de tirar o fôlego!







Catedral de San Salvador (La Seo) e Museu de Tapeçaria: construída no século XII sobre os restos de civilizações anteriores, a catedral é composta por diversos estilos arquitetônicos. Tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, possui 18 capelas ao redor do altar maior que me deixaram boquiaberta com a riqueza de detalhes e mistura de estilos barroco, renascentista, gótico. Infelizmente não é possível tirar fotos no seu interior.

Dentro da La Seo funciona o impressionante museu de Tapeçaria. São 63 peças que formam uma das coleções mais importantes do mundo, por antiguidade, rareza e número. Cada tapete mostra a ilustração de uma história de distintos séries e temas: religioso/bíblico, moral/filosófico, histórico, mitológico, astrológico. Eu gostei muito dessa exposição e fiquei "viajando" no conteúdo explícito e implícito em cada tapete.



Plaza del Pilar com La Seo ao fundo


Ruínas do Teatro Romano: construído no século I, é o monumento mais bem conservado da época romana. Durante mais de duzentos anos foi lugar de reuniões, lazer e vida social, exercendo um importante papel de transmissor dos valores culturais, políticos e religiosos do Império romano. Nas etapas históricas seguintes, onde era o teatro foi construída a medina muçulmana, depois o assentamento da população judia e em seguida o crescimento econômico e social de Zaragoza no período renascentista. Aos domingos, a entrada é gratuita.





Calle Alfonso: Uma das ruas mais importantes e bonitas do centro histórico da cidade. Repleta de lojas e ambulantes, ela termina na Plaza del Pilar.



Palacio de la Alfajeria: enorme palácio mouro construído no ano de 864 aproximadamente. ao longo dos séculos foi residência dos Reis Taifas de Zaragoza, dos reis católicos durante suas estadias na cidade, quartel militar e atualmente funciona como sede das Cortes de Aragão. Aos Domingos, a entrada é gratuita.




Arcos do Pátio Santa Isabel



Teto do Salão do Trono
Plaza de Toros de la Misericordia

Almocei rapidamente em frente a Plaza del Toros, local das touradas na cidade. Passei no Hotel Avenida para pegar a mochila e novamente o ônibus 34 me levou até a estação de trem Delizias.

Curiosidades do Primeiro Mundo que não vemos no Brasil:

  • Além dos trens de alta velocidade que impressionam, o acesso até eles é quase igual aos aeroportos: raio x, cartão de embarque, assento e vagão marcados. 
  • Os pontos de ônibus possuem um painel eletrônico que mostra quanto tempo falta para seu ônibus chegar no ponto.
  • Dentro do ônibus há também um painel eletrônico e um alto-falante indicando a próxima parada.
  • No restaurante de Tapas, foi possível servir a vontade e deixar os palitinhos em um prato; ao final, o garçom conta o número de palitos deixado ali para somar sua conta. Todos confiam em você. 
  • Pôr-do-sol às 22h é comum no verão do Hemisfério Norte e todos ficam muito felizes com dias tão longos. Como era um sábado, presenciei festas, feiras, casamentos e muitos turistas na cidade. 
  • A Espanha leva muito a sério a siesta e depois das 13h ou 14h TUDO fecha e não é mais possível visitar nenhum ponto turístico até 17h!!!
Trem em partida para Barcelona na estação Zaragoza - Delizias

Gastos totais do passeio: 
Trem AVE: 90 euros ida e volta
Ônibus estação trem/centro histórico: 2,70 euros ida e volta
Hotel Avenida: 36 euros
Elevador até a torre da Basílica: 3 euros
Entrada Catedral La Seo: 4 euros
Total: 136 euros que foram praticamente um investimento, uma vez que eu não tive gasto com passagem aérea de São Paulo a Madri, ao contrário, fui paga para fazer esse voo!

Foi um passeio um incrível que indico a todos que tiverem a oportunidade. Vale a pena um pit-stop para quem está indo de Madri para Barcelona ou vice-versa. 
Só para constar no post nesse momento histórico: parabéns aos alemães pela vitória na Copa do Mundo e pelo exemplo de cidadania com as benfeitorias no sul da Bahia.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Uma tarde em Manhattan


Alguns leitores do blog que não são aeronautas me pedem para escrever um pouco sobre a vida de tripulante. Muita gente não sabe, mas, antes de começarmos a voar temos que passar por muitas horas de treinamento em solo, provas práticas e escritas e, só depois de aprovados "teoricamente" é que podemos começar nosso treinamento em voo. E todo ano o treinamento teórico se repete, e precisamos ficar horas estudando e sendo avaliados para continuarmos voando. Então, sempre que começamos a voar um "modelo" de aeronave diferente, ou em uma classe diferente dentro da aeronave, temos instrução em voo, onde um comissário fica responsável por dar instruções ao outro. Geralmente dura um mês e os dois tripulantes ficam com "escala casada", fazendo os mesmos voos juntos.


Nesses nove anos de voo já tive muitas instrutoras que me influenciaram diretamente na minha maneira de trabalhar e que tenho grande carinho por elas. Mas pela primeira vez, em junho de 2014, tive uma comissária aluna! Sim, dessa vez eu que fui a instrutora. A comissária Luciana também voa há muitos anos mas começou a voar o Boeing777 agora. Nosso primeiro voo juntas foi com destino ao aeroporto JFK em Nova York. Após 9h de voo e muitas instruções era hora de começar outra instrução, também muito importante: como aproveitar o tempo livre para passear! Como era a primeira vez de Luciana na cidade mais cosmopolita do mundo, não podia deixar de levá-la em alguns dos principais pontos turísticos e ensiná-la como se virar por lá! Ainda tivemos a companhia de mais três colegas: o André, a Tassiana e a Mariza.



O hotel que a companhia aérea disponibiliza para ficarmos hospedados fica em Long Island, cerca de 50 minutos de trem até Manhattan. É preciso saber alguns detalhes ao comprar o ticket do LIRR (Long Island Rail Road): os preços são diferenciados para horários de pico e o destino final é a Penn Station, que fica na rua 34 esquina com a Sétima Avenida.

Chegando na Penn Station, começamos de vez nosso passeio e enquanto eu explicava a Luciana que todas as ruas e avenidas seguem a ordem numérica, já nos deparamos o estonteante Empire Estate Building e seus 443 metros de altura que o tornou o prédio mais alto do mundo até 1970.


 Com uma temperatura de 27 graus e um dia lindo, resolvemos fazer uma caminhada até o High Line Park, um parque público, construído em uma antiga linha de trem elevada que passa por cima de várias ruas do lado oeste de Manhattan.

 O parque acompanha a 10ª e 11ª avenidas. Subimos nele na rua 23 e caminhamos oito quarterões para sul, curtindo a vista da cidade por esse ângulo tão inusitado.

Às vezes a vista era só prédios, às vezes aparecia o rio Hudson, em alguns pontos via-se a Estátua da Liberdade bem longe e pequena com sua tocha na mão!
 
Para refrescar, uma parte do parque tinha água corrente no chão e eu não resisti, tirei os sapatos e foi super refrescante. 


Eu, Tassiana, Luciana, Mariza  e André morrendo de calor no High Line

Eu e minha aluna Luciana, sem sapatos e com rio Hudson ao fundo
Continuando o passeio, próxima parada: Chelsea Market, que fica na esquina da rua 15 com a 10ª Avenida. O Chelsea Market  é um dos mercados fechados mais tradicionais do mundo, e vende de tudo: sopa, grãos, vinhos, queijos, artesanatos e roupas. Escolhemos um restaurante italiano chamado Rana para almoçarmos e todo mundo gostou muito!

Restaurante Rana, no Chelsea Market
Depois do almoço, pegamos o trem para a parte mais ao sul da ilha de Manhattan: South Ferry. Expliquei pra Luciana que o metrô de Nova York é um dos mais fáceis do mundo porque quando se quer ir em direção ao sul, é só pegar sentido downtown, e para ir para o norte, uptown. 

Chegamos no Battery Park, bem ao sul da ilha e fizemos um passeio incrível e gratuito. Pegamos a Staten Island Ferry, uma balsa que transporta, gratuitamente, cerca de 60.000 passageiros por dia entre Manhattan e Staten Island, um outro distrito de Nova York. 


A vantagem de "passear" nessa balsa é desfrutar o belíssimo visual de Manhattan e da Estátua da Liberdade sem precisar pagar nenhum dólar por isso. 


Na volta descobrimos o melhor lugar para ficar na balsa: no subsolo, bem na frente... nada obstrui a vista!


De volta a Manhattan, o tempo já não era mais o mesmo, uma forte tempestade estava chegando... Passeamos pelo distrito financeiro e não poderíamos deixar de tirar foto com o famoso touro de Wall Street! Essa escultura foi feita pelo italiano Arturo de Modica, como símbolo da virilidade e da coragem, necessários para superar a crise da bolsa de Nova York em 1986.


Touro de Wall Street


Já que estávamos por ali, não poderíamos deixar de ir ao Memorial do 11 de Setembro. No lugar onde ficavam as torres gêmeas, foi construído um memorial e museu. Não havia mais ingressos disponíveis para visitar o museu naquele dia. O site indicava que seria gratuito nas terças após as 17h, mas isso não aconteceu...

Memorial 11/09: local onde ficava uma das torres

No meio da energia forte desse local, símbolo de terrorismo e tragédia, a tempestade nos pegou. Saímos correndo e nos abrigamos na melhor loja de departamento do mundo: a Century 21! 

Algumas comprinhas depois e a chuva ainda não tinha ido embora. Pegamos o metrô para uptown e fomos até a Times Square. Praça mais famosa e movimentada da cidade, cercada de letreiros luminosos por todos os lados!


Cansados e molhados, só nos restava passar em um lugar entes de ir embora: a padaria do Cake Boss.


Cake Boss é um reality show do canal TLC, que mostra o dia-a-dia da Carlos´s Bakery, uma padaria que fica New Jersey e é famosa por fazer bolos esculturais. Essa não é a padaria oficial, é apenas um café com bolos esculturais e suvenirs do famoso programa de televisão. 

Comi um canoli tower, uma espécie de "canudinho recheado" que comemos muito em Minas. Esse era mais bonito do que gostoso, muito muito doce. 

Enfim, era hora de voltar pro hotel. Cansados e com calos nos pés pegamos o trem às 20:42 de volta para Long Island, para dormirmos e voarmos pro Brasil na manhã seguinte.

Dedico esse post à minha aluna Luciana e às grandes instrutoras que tive nesses anos de aviação.