terça-feira, 1 de outubro de 2013

Stratford Upon Avon

Casa onde Shakespeare nasceu
Shakespeare é considerado o maior escritor da Língua Inglesa. Com peças traduzidas em vários idiomas é o autor da mais famosa história de amor do mundo ocidental - Romeu e Julieta. Além de citações conhecidas por todos como "Ser ou ser, eis a questão".
 
Shakespeare nasceu no século XVI em uma cidadezinha localizada no "coração" da Inglaterra, Stratford, nas margens do rio Avon.
 
Visitar essa cidade é como entrar em um universo shakespeariano de literatura, peças teatrais, mergulho em suas personagens e principalmente no passado.
 
Minha dica número um para quem vai visitar Stratford é ler uma obra de Shakespeare. No Brasil, há edições de bolso que custam R$10! É importante conhecer um pouco dos personagens principais de suas obras mais conhecidas pois tais nomes aparecem em vários lugares da cidade.

Para chegar em Stratford, a partir de Londres, é preciso pegar um trem na estação Marylebone.


Eu, Carla e Fabi em frente a estação de trem
Planejei visitar essa cidade quando fiz um voo para Londres em setembro de 2013 e consegui a incrível companhia de três colegas! Michele, Fabiana, Carla e eu saímos do hotel 5h do horário local (1h Brasil) para pegarmos o metrô e depois o trem.

A viagem durou cerca de duas horas, com paisagens bonitas e agradáveis. Chegamos em Stratford por volta de 9h e fomos direto ao ponto turístico mais visitado - a casa que Shakespeare nasceu.



Caminhar pela cidade é como uma volta ao passado. A impressão é que estamos em uma cidade cenográfica do século XVI.
Rua da casa de Shakespeare


Visitar o interior da casa de Shakespeare é bastante interativo. Com vários efeitos áudio visuais, inicia-se citando as diversas obras do autor, mostrando o anel que sempre ficou em seu dedo. Depois, na sala seguinte, um grande telão explica toda vida do escritor: casou-se aos 18 anos, teve três filhos, mudou-se para Londres, escreveu comédias, histórias e tragédias...
 
Os guias estão vestidos a caráter
Passando por um belo jardim, a visita a casa original da família Shakespeare inicia-se com uma senhora com vestuários do século XVI, explicando sobre a casa e os costumes da época e da família.

Na sala de estar, encontra-se uma cama, pois no século XVI ser proprietário de uma cama era um sinal de riqueza e deveria ser mostrado. Além disso, funcionava como quarto de hóspedes.
cama na sala de visitas
Passando pela sala de jantar, chega-se a oficina de luveiro, onde Jonh Shakespeare, pai de William Shakespeare, fabricava e vendia artigos de couro, principalmente luvas.



Quarto onde Shakespeare nasceu 
No primeiro andar há uma área de exposições que inclui a janela original da casa, onde visitantes do século XIX assinavam seus nomes, inclusive atores famosos de peças de Shakespeare.
 
De acordo com os guias, Shakespeare nasceu no terceiro quarto, em 1564. Há cópias exatas da cama, do berço, dos brinquedos e das fraldas de bebê da época.


De volta ao andar térreo, a visita termina na cozinha, que data do início do século XVII.
 
Nos jardins ao fundo da casa, existe um pequeno palco onde atrizes fazem performances de personagens ou sonetos, à escolha do turista. Expliquei a elas que a única obra de Shakespeare que havia lido era Romeu e Julieta e elas encenaram maravilhosamente dois discursos de Julieta que foi incrível! Em minha opinião, a parte mais emocionante do passeio!
Carla e as Julietas

 
Continuamos a visita e fomos até a Nash´s House & New Place, a última casa onde Shakespeare morou e onde morreu em 1616. Os jardins são impressionantes e durante a visita é possível vestir roupas das personagens e votar na personagem preferida das obras do autor.

Eu e Fabiana vestidas de personagens de Shakespeare: Desdemona (De Otelo) e Helena (de Sonho de Uma Noite de Verão)
Fabuloso jardim da casa onde Shakespeare morou e faleceu











 Em seguida, visitamos a Hall´s Croft, a casa da filha de Shakespeare, Susanna, e seu marido Dr. John Hall. A arquitetura da casa é muito interessante, mas a horta e os jardins são fascinantes!


Interior do Hall´s Croft

Horta e jardim do Hall´s Croft



 Mesmo com uma chuva fina, típica da Inglaterra, seguimos com guarda-chuvas até a Igreja Holy Trinity. Foi nessa igreja que William Shakespeare foi batizado (em 26-04-1564) e foi sepultado em 1616. Talvez seu casamento também tenha sido nessa igreja, mas não há documentos oficiais.

Altar da Igreja Holy Trinity
A planta da igreja é em formato de cruz e o túmulo de Shakespeare fica em frente ao altar, ao lado de sua viúva, Anne, sua filha, Sussane e seu genro Jonh Hall.
 
Túmulo de Shakespeare
Continuamos o passeio pelas margens do rio Avon, um lugar muito agradável, com patos, cisnes e diversos barcos a remo de aluguel. O interessante é que os barcos possuem nomes das personagens femininas das obras de Shakespeare: Beatrice, Viola, Juliet, Ursula, Valeria...


Barcos com nomes de personagem de Shakespeare


Nas margens do rio Avon fica o imponente Royal Shakespeare Theatre, considerado a "meca" dos amantes de teatro, com várias peças de Shakespeare em cartaz o ano todo. Há também uma torre de 36m de altura com restaurante panorâmico no alto. É possível fazer um tour no teatro e nos camarins mas não havia mais ingressos disponíveis para aquele dia.
Royal Shakespeare Theatre

 
 Finalizamos nosso passeio com uma boa caminhada de 30 minutos até o Anne Hathaway´s Cottage & Gardens, o lugar mais romântico da cidade, onde Shakespeare ia cortejar sua futura esposa.
 
Fofoca sobre o casal: Anne tinha 26 anos e Shakespeare 18 quando ela engravidou e eles tiveram que casar às pressas para evitar escândalo! 
 
 São nove acres de jardins e um chalé de mais de 500 anos, onde a família Hathaway morava. O que destaca nos jardins são o grande número de macieiras, tão carregadas de maçãs deliciosas que até tombavam...

Maciera com maçãs deliciosas

Carla, Fabiana, Michele e eu - obrigada pela companhia meninas!

Pegamos um táxi de volta à estação de trem, pois o trem para Londres partia às 14:35. Voltamos dormindo, talvez hipnotizadas pela super dose de cultura que tínhamos acabado de vivenciar... além do jet leg, é claro!
 
Agradeço imensamente a companhia das meninas, que foi essencial para o passeio ficar mais divertido.
 
Indico esse passeio a todos, especialmente aos que gostam de teatro. Espero voltar em Stratford outras vezes para assistir as peças de Shakespeare encenadas nos teatros e nas praças da cidade.
 

 Gastos total do passeio, por pessoa:
Passagem de trem: 35 libras ida e volta
Ticket de entrada em todas as casas e igreja: 20 libras
Lanches (não tivemos tempo de sentar e almoçar): 10 libras
Táxi: 2 libras

Total: 67 libras mais gastos extras com souvenirs.










segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sirmione


O Lago de Garda é o maior dos lagos italianos. Situado na divisa de três regiões (Lombardia, Trentino e Vêneto) é um lugar bastante visitado por turistas no caminho de Verona e Veneza. Aproveitei o fim do verão 2013 para conhecer uma península ao sul do lago, a cidade Sirmione.

Sirmione possui um centro histórico que é banhando pelo lago dos dois lados. O que domina a paisagem é o imponente castelo medieval Scaligero. Mas a cidade é famosa também pelas suas águas termais e suas ruínas romanas.

A distância entre Sirmione e o hotel que ficamos hospedados em Arona (Piemonte) são 200km. Com carro alugado no aeroporto, eu e minha colega Manoela saímos de Arona 6h local (1h no horário do Brasil) e por volta de 8h chegamos em Sirmione.
 
No centro histórico não é permitido circular carros, usamos o estacionamento ao lado e fomos a pé. A única maneira de entrar no centro histórico é através de uma das pontes elevadiças do Castello Scaligero! Impressionante!
 
Única maneira de adentrar ao centro histórico de Sirmione


Começamos o passeio visitando o castelo. Ainda era cedo e havia poucos turistas. A visita é apenas na parte externa. É possível subir e percorrer todas as muralhas que circunda a fortaleza e também subir na torre mais alta, com 30m de altura. É incrível a vista do lago adentrando nas fortificações.
Caminho para se andar nas muralhas, ao fundo a torre principal
 
Lago entrando nas muralhas
 
 
 
 O castelo foi construído em 1259 pela família Scaligero. Foi edificado em um local que funcionava um antigo porto romano. A fortificação continuou reforçando um antigo muro que já existia em Sirmione, transformando a cidade em um burgo fortificado.
 
O castelo é todo circundado por águas do Lago de Garda, possui quatro torres de altura média e no centro a grande torre com a bandeira da Itália. Originalmente a única maneira de entrar no castelo era por pontes elevadiças, hoje uma das pontes (da entrada principal) tornou-se fixa.
 
 A incrível vista da península do alto da torre do castelo
 
 
Continuamos o passeio passando pela Igreja de Santa Maria Maggiore. A construção, no século XIII foi feita a partir da ampliação de uma igreja já existente. Sua entrada é composta de um portal de cinco arcadas com colunas em mármore.
Interior da igreja
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Passeamos por uma calçada que beira o lago. Parecia uma praia, até porque o vento formava ondas (marolas) no lago que até parecia mar. A cor da água do lago é muito bonita, considerada pelos escritores como um azul único, típico do Lago de Garda.
Calçadão do lago, com castelo no fundo
 
 
Na ponta extrema da península, há um grande sítio arqueológico chamado "Grotte de Catullo". Apesar do nome, não é uma gruta e não foi de Catullo. O nome vem do período das escavações, quando foram descobertas as ruínas sob a vegetação, já no século XX, acharam que aquilo era uma gruta. Já Catullo, um poeta romano que citou Sirmione em seus poemas, foi apenas um visitante do lugar (há teorias de que ele tinha parentes lá).
Grotte de Catullo
 
 Existem várias hipóteses sobre essa grande construção romana: edifício termal, monastério, teatro, etc, mas independente do que foi, trata-se da maior construção romana encontrada no norte da Itália. São 241m de área construída.

Sua construção foi iniciada no século I a.C. e era composta de três andares. As ruínas que se vê atualmente são apenas do primeiro andar (ou subsolo).

Grande Corredor, com 64 pilastras

 
Todos os pontos das ruínas há fotos mostrando a parte que pertence no grande edifício.
Há também um museu com objetos encontrados nas escavações, pedaços de mosaicos, afrescos, esculturas, ferramenta e até túmulo de pedra.

Do sítio arqueológico pegamos um trenzinho turístico que vai até o Centro Termal de Sirmione. Desde o século XVI os poetas italianos já citavam as bolhas de ar que nascem no Lago de Garda. Mas somente no século XX é que começaram a utilizar essa água sulfurosa, que nasce no fundo do lago, a 330m de distância da península, com 38 graus de temperatura. A água é encanada até esse centro termal, onde é possível tomar banhos com poderes de cura, principalmente do trato respiratório. O preço é 15 euros por hora mas como não estávamos com roupa para banho, deixamos para desfrutar dessas águas em um outro momento...
Piscinas do centro termal, com o lago ao fundo
Piazza de Sirmione

Passeamos um pouco pelas ruelas da cidade antiga e aproveitamos para comer uma bela pizza italiana admirando o lago, na praça central de Sirmione.



 
Finalizamos nosso passeio com um delicioso passeio de lancha (motoschiaffo). O passeio durou cerca de 30 minutos e deu a volta completa ao redor de Sirmione. Nosso marinheiro, Stefano Abate, dava diversas explicações a cada ponto turístico da cidade. É muito bonita a vista que se tem a partir do lago, os castelos, as muralhas, as ruínas... são realmente incríveis desse outro ponto de vista.
 
Manoela e eu em nossa lancha particular


Grotte de Catullo

Paramos para ver as bolhas onde a água termal nasce, um ponto do lago onde a água fria fica quente!
Passamos de barco por baixo de uma das pontes elevadiças do castelo e acabamos nosso delicioso passeio ali no pequeno porto.

O barco passou por baixo dessa ponte




 De volta ao estacionamento, pegamos o Fiat 500 e a rodovia A4 (Veneza-Milão) de volta para nosso hotel para uma soneca antes do voo para São Paulo.


Gastos do passeio por pessoa:
aluguel do carro: 58 euros
combustível: 30 euros
pedágio: 13 euros
entrada castelo: 4 euros
entrada sitio arqueológico: 4 euros
aluguel do barco privado: 20 euros
estacionamento: 4 euros
trenzinho: 1 euro
pizza e gelato: 7 euros
TOTAL: 141 euros

Se o passeio for feito com mais pessoas fica mais barato... eu bem que convidei as 15 pessoas da tripulação, mas só a Manoela topou ir...












 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cinqueterre




        Existem lugares que sonhamos em conhecer e de tanto planejar, desejar e ler a respeito vamos nos familiarizando e desejando cada vez mais visitar.
        Há anos planejo visitar um pedaço do litoral italiano conhecido como Cinqueterre. Localizado a 300 km de Milão, ao sul de Gênova, na costa noroeste da Itália na região da Ligúria, Cinqueterre são cinco cidadezinhas coloridas cravadas nas encostas do mar Mediterâneo: Monterosso al mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.
       Tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e considerado um dos "1000 lugares para conhecer antes de morrer", aproveitei o voo para Milão em agosto de 2013 para conhecer esse paraíso.
        Já consegui companhia para esse passeio antes mesmo de sair do Brasil. Minha colega Val, que é leitora do blog, já confirmou que iria comigo desde o começo do mês. Saímos de Guarulhos com carro e hotel reservados.
        No aeroporto de Malpensa, pegamos o Fiat 500 e fomos direto a Monterosso al Mare, cerca de três horas de viagem com paisagens lindíssimas!
        Chegamos na pequena cidade por volta de 20h, ainda dia, devido ao delicioso verão italiano. A pousada que reservamos pela internet era na verdade um apartamento, que a dona transformou nos chamados Bed and Breakfeast (Cama e café da manhã). Simples, mas limpo e confortável.
        Monterosso é a cidadezinha mais ao norte das cinco, escolhemos de base para conhecer as outras quatro.
         Ficamos encantadas com a beleza do lugar. Casas coloridas com janelas verdes às margens do Mediterrâneo... parecia cenário de filme.
        Fomos jantar e experimentar o famoso molho pesto genovês, que estava delicioso! Por volta das 22h, na praça principal da cidade, começou uma animada festa "anos 60".

Festa Anos 60 na praça principal de Monterosso
         Mesmo com uma chuva fina, havia pessoas de todas as idades dançando animadas. Ficamos um pouco na festa mas o cansaço e o jet leg bateram e voltamos para a pousada para dormirmos rápidas oito horinhas.
        





           Acordamos cedo e ficamos mais maravilhadas com a cidade durante o dia. Guarda-sóis abertos na praia, mirantes espetaculares, água do mar em um tom de azul indescritível...

 
      Existem três maneiras de conhecer as Cinqueterre: de barco (aprox. 40 min), de trem (aprox. 15 min) e  a pé, através de trilhas, com duração de cerca  de cinco horas. É possível quebrar a viagem e fazer um trecho a pé, outro de trem, outro de barco...
Valdineide e eu em um dos mirantes de Monterosso

     



















            Como nosso tempo era curto, escolhemos conhecer as Cinqueterre de barco, de onde se tem a melhor vista de cada um dos vilarejos.
      
Barco de passeios turísticos
 
 

          É realmente incrível e indescritível a paisagem. Mar, montanhas, vinhedos, oliveiras, casinhas coloridas e fortificações.


Vernazza

        





















           Saindo de Monterosso, a primeira parada do barco é em Vernazza, um pequeno vilarejo no meio de duas formações rochosas grandes, com duas torres antigas. Ao nível do mar, existe uma igreja de 1318, com um bonito campanário octogonal. Característico da cidade é a "Gruta do diabo", uma fenda de 70 metros no rochedo. Quando o mar está de ressaca, ondas fortes atingem esse vilarejo.
Gruta do Diabo
         
        



           Corniglia é a única cidadezinha que o barco não atraca pois ela fica bem no alto do rochedo. É famosa pelo vinho " il Vernaccia" que já foi citado por Boccaccio e Carducci. Ruínas de um forte do século XVI e uma igreja do ano 1.000 são pontos de destaque no panorama da cidade.




Corniglia
 
 


       Em seguida, o barco atracou na quarta cidade, Manarola. Caracterizadas pelas cores vivas, as casas foram construídas desde o pé do morro até o topo, lembrando, nas devidas proporções, as favelas cariocas.
                                                                                                                                                                                                
      Nas colinas são cultivadas uvas que produzem o famoso vinho branco da região chamado "Sciacchetrà".


 
Manarola
 
 

        Desembarcamos no vilarejo mais ao sul, Riomaggiore. O nome vem do rio que desce de um profundo e sinuoso canal que desemboca em uma pequena praia.
Riomaggiore

        



















 E foi direto para a praia mesmo que seguimos ao descer do barco.


 

 
Completamente diferente das praias brasileiras, ao invés de areia, todo o chão é repleto de pedras, cascalho liso que faz um barulho único a cada onda quebrada, e é impossível ficar descalço. Fomos correndo colocar os pés na água mas a cada onda as pedras vinham batendo nos pés e nas canelas em uma sensação não muito agradável. Resolvemos continuar o passeio e deixar o banho de mar para mais tarde.
 
 


Riomaggiore é caracterizada pelas ladeiras estreitas, casas coloridas com flores nas janelas e pela famosa "Via dell'Amore".


 
 
Riomaggiore
 
 
Uma das ladeiras de Riomaggiore
 


      A "Via dell' Amore" é o trecho entre Manarola e Riomaggiore que os amantes percorrem a pé, apreciando o belíssimo visual do mar Mediterrâneo e trancando seus cadeados na grade lateral. Nosso plano era percorrer essa estradinha, mesmo sem nossos amores, mas, infelizmente, a via estava fechada devido a deslizamentos...
 
 
Placa indicando que a Via dell`Amore estava fechada
Cadeados presos no portão que fecha a Via dell'Amore

      
      Para voltarmos a Monterosso, onde estava estacionado o carro, pegamos o trem. A linha férrea é toda a beira-mar, ou seja, viagem com vista panorâmica!
Túnel da ferrovia beira-mar


      De volta a Monterosso, ainda tínhamos meia horinha para curtir a praia! Tomamos um gelato de torta de limão, típico de lá, e nos banhamos no gelado mar mediterrâneo, que foi refrescante no calor de mais 30 graus que estava...
    


A praia de Monterosso tem areia!


    De volta ao mundo real, nos demos conta que aquilo não era férias... Era hora de voltar para Milão que um voo de 12h e 200 passageiros nos aguardavam!
   

   



 
                  Foi a maior correria todo o passeio mas valeu muito a pena. Quem tiver a oportunidade de ir a Itália não pode deixar de conhecer esse lugar tão diferente de tudo. Quem vai de férias, indico uns três dias na região, para conhecer também uma sexta cidadezinha chamada Portovenere, que fica ao sul de Riomaggiore.  Também é possível "passar" por ali se estiver fazendo a rota Gênova - Pisa, de carro ou de trem.

     
 
 
                      Gastos total da viagem por pessoa: aluguel do carro 70 euros, combustível 50 euros, pedágio 20 euros, pousada 45 euros, barco 8 euros, alimentação 20 euros. Total 213 euros... Não foi um passeio muito barato, até porque era alta temporada, mas posso afirmar que foi um grande investimento em cultura, lazer e satisfação pessoal.