quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Praias da Flórida


A escala de voo às vezes nos dá uns presentes. No começo de setembro de 2014 eu ganhei um super presente da escala de voo: ficar três dias inteiros em Orlando. Bom, se com apenas 24 h eu aproveito  tanto, imagina com 72h! Como já conhecia os parques temáticos tão famosos em Orlando, resolvi pegar um carro pra conhecer as famosas praias da Flórida. 

Comecei pelo litoral oeste, banhado pelo Golfo do México e dessa vez tive sorte grande: uma amiga querida para me hospedar na cidade de Brandenton. A Lívia era minha colega da aviação que se mudou com o marido e a filha para a Flórida e eu não poderia deixar de ir visitá-la. Já dizia o velho ditado popular, quem tem amigos, tem um tesouro e é verdade. A Lívia não apenas me recebeu em sua linda casa, como fez um bolo delicioso de fubá, pegou vários folders turísticos pra mim e passeou comigo por algumas praias próximas. 

No primeiro dia, dirigi (sozinha) de Orlando até Bradenton. A viagem durou duas horas, em uma rodovia perfeita! O que mais gostei na viagem foi os "Rest Area", um lugar super organizado, com muitos banheiros, máquinas de bebidas e comidas, mesas para piqueniques e estacionamento enorme, totalmente seguro e gratuito!

Rest Area









Chegando em Bradenton, na casa da Lívia, gostei muito de ver todas as casas sem muros, nem grades, tudo limpo e organizado. O que é normal para eles, nos deixa admirados. Ver a Isabela, filha da Lívia, falando português e inglês com a maior facilidade, com apenas 6 anos, também me deixou muito admirada!

Isabela e Livia na porta de casa


A primeira praia que visitamos foi a Anna Maria Beach. Bem ao norte de Bradenton, fica na Anna Maria island e tem que atravessar uma ponte para chegar. A praia é linda e a temperatura da água maravilhosa!

Isabela e eu chegando na praia












Anna Maria Beach

Voltamos para o carro para ver o pôr do sol no ponto mais ao norte da ilha: o Bean Point. O lugar é lindíssimo, com uma vista incrível!




Eu e Lívia no Bean Point













No Brasil, não conseguimos ver o pôr-do-sol no mar porque todo nosso litoral é no leste, vemos apenas o nascer do sol. Sempre que tenho essa oportunidade fico maravilhada porque é realmente diferente para nós brasileiros.

Pôr do sol no mar




No dia seguinte, acordei cedo para tentar ver as tartarugas em Coquina Beach, mas como já era final de temporada, não conseguir ver nenhuma, mas valeu a pena ver o nascer do sol.

Nesse dia, tive que fazer o passeio sozinho pois a Lívia tinha que trabalhar e a Isabella estudar.

Nascer do sol em Coquina Beach

Coquina Beach

Sozinha, de carro, na Flórida, fiz o que eu costumo fazer nas praias do Brasil. Com um mapa na mão fui parando de praia em praia, conhecendo uma de cada vez e ficando cada vez mais admirada.
Todas que fui eu gostei muito, principalmente da temperatura da água, cerca de 30 graus Celsius! Se contar o calor que era também uns 30 graus!

Visitei as seguintes praias: Coquina Beach, Ldo beach, Siesta Key, Turtle Beach, Nokomis Beach e Venice Municipal Beach.

Lido Beach em Sarasota


A praia de Siesta Key é considerada a praia número dos EUA, de acordo com lista na National Geographic. A areia é muito branca e macia.
Siesta Beach em Sarasota
Turtle Beach
Nokomis Beach


Venice Beach






















O mais ao sul que cheguei foi Venice Beach, depois voltei para o Norte para passar na famosa ponte para Tampa. Amei!

Ponte na rodovia 275























Voltei pra Orlando e no terceiro fui visitar uma praia do litoral leste da Flórida: Cocoa Beach. É pertinho e Orlando, apenas 50 minutos. Nesse dia, tive a companhia de duas colegas, a Helô e a Dominique, e nós fomos direto ao ponto turístico mais famoso de Cocoa Beach: o Cocoa Píer.

Dominique, Helô e eu no Cocoa Píer

Cocoa Píer

Nadamos e aproveitamos a praia porque de noite era hora de voltar pro Brasil


Gostei muito das praias da Flórida e indico a todos para incluir nos pacotes quando for visitar Orlando.

Gastos do passeio:
Aluguel de carro por 3 dias: U$113 (incluso um tanque de combustível)
Combustível: U$20
Pedágio: U$10

sábado, 30 de agosto de 2014

Brighton



Nós brasileiros temos o privilégio de ter cerca de sete mil quilômetros de litoral com praias belíssimas e clima tropical o ano inteiro. Portanto, ao visitar uma praia britânica, não podemos nem ousar comparar com as praias brasileiras pois a diferença de clima e paisagem é grande. Mas a magia de viajar é justamente essa: conhecer e observar essas diferenças que tornam o nosso mundo tão diversificado. E eu como uma boa mineira, amo qualquer tipo de praia e não podia deixar de conhecer mais uma.

Em agosto de 2014, tive a oportunidade de ir (à trabalho) para Londres e aproveitei o verão britânico para conhecer a praia mais próxima de Londres. Brighton fica no sul da Inglaterra, cerca de 100 km de Londres e é a preferida dos londrinos no verão. Os trens partem da estação Vicotoria com bastante frequência e a viagem dura cerca de 55 minutos.

Com a companhia de duas colegas, a Ane e a Juliana, pegamos o trem das 08:36 e às 09:30 já estávamos no litoral sul britânico. A estação de trem de Brighton fica bem no centro da cidade e é possível fazer tudo a pé por lá.

Rua da estação de trem: é possível ver o mar ao fundo

Além da praia, a cidade tem uma atração turística importante: o Royal Pavillion. Esse palácio era uma casa de campo que George IV, ainda príncipe, alugou na primeira vez que foi a Brighton em 1783. O futuro rei gostou tanto da atmosfera informal da cidade que em 1787 ele comprou a propriedade e criou um palácio neo-clássico. A partir de 1802 os interiores foram decorados em estilo chinês. Em 1811, George contratou Jonh Nash para aumentar o palácio, com um exterior baseado na arquitetura indiana.


Royal Pavillion



Até 1850, o Royal Pavillion foi residência real, quando a rainha Victoria (sobrinha do rei George IV) vendeu o palácio para a cidade Brighton, que manteve a decoração e restauração até os dias atuais. 
A visita ao palácio inclui um audio-guia e dura cerca de uma hora. Infelizmente não é possível tirar fotos do interior. A decoração é extremamente maravilhosa, repleta de detalhes chineses como bambus e dragões. É possível visitar a sala de banquetes, o salão de música, os quartos reais, o salão de música, a cozinha, tudo com explicações detalhadas do audio-guia.

Continuamos o passeio, agora sim em direção à praia. Passamos por uma praça muito florida com uma fonte e homenagem à Rainha Victoria.


Chegando na praia o vento era forte e a temperatura em torno de 15ºC. Não existe areia, apenas pedregulhos e algumas conchas. O Mar do Canal da Mancha não é tão azul, é mais escuro e o céu, típico inglês, estava bem cinza.





O que domina a paisagem na praia é a Roda Gigante e o Brighton Pier, um píer de 800m  adentro do mar com parque de diversões, restaurantes e muitos turistas. É um lugar extremamente agradável, com música ambiente e energia boa. 

Anne, eu e Juliana no Brighton Pier



Comemos o tradicional Fish & Chips (pexe com batatas fritas) no píer, curtindo o visual da praia e a felicidade dos turistas com uma pontinha de sol que apareceu por volta de meio-dia, fazendo a temperatura subir para para 19°C!!!

Fish and chips com vista para o mar


Continuamos o passeio pela orla, com feirinhas de artesanato, suvenirs e artistas de rua.















Saindo do praia, fomos em direção a outro ponto turístico da cidade: The Lanes, um labirinto de vielas, repleto de pessoas e lojas, basicamente jóias, antiquários e cafés. Entramos em apenas uma loja que nos chamou muita atenção e só depois que eu descobri que era uma famosa chocolateria. Choccywoodydoodah é uma chocolateria que faz doces e bolos incríveis e tem um reality show. Uma espécie de Cake Boss britânico. A fila era enorme e nós só ficamos admirando e babando nas maravilhas da vitrine dessa lja incrível!


Deliciosa vitrine da Choccywoodydoodah

Vielas do The Lanes
























Passamos pela Torre do Relógio e voltamos para estação de trem. Pegamos o trem das 14:36 de volta para Lonres pois nosso voo de volta para São Paulo era às 22h.

Torre do Relógio com a catedral ao fundo

Gostei muito da experiência de conhecer uma praia tão diferente e um verão tão frio. Brighton é uma cidade muito bonita que vale a visita de quem tiver um tempinho livre em Londres. 

Gastos totais do passeio, por pessoa:
Metrô até a Victoria station: 7 libras
Trem ida e volta: 30 libras
Entrada no Royal Pavillion: 11 libras
Fish and Chips: 10 libras
Total: 58 libras, cerca de 230 reais

terça-feira, 15 de julho de 2014

Zaragoza


Em plena Copa do Mundo de 2014, o turismo mundial gira em torno do Brasil. Mas quem trabalha na aviação não pode se dar ao luxo de ficar no país, tem que continuar voando pra fora. Dia 04 de julho de 2014 fiz um voo para Madri e durante minha estadia na Espanha cinco pessoas diferentes me perguntaram o que uma brasileira estava fazendo na Espanha em tempos de Copa do Mundo no Brasil!

Já que eu estava na Espanha em pleno verão não poderia desperdiçar a oportunidade de conhecer mais uma cidade repleta de arte e história: Zaragoza.

Situada na metade do caminho entre Madri e Barcelona, às margens do rio Ebro, a cidade foi fundada pelos romanos no ano 25 aC e chamava-se Cesaraugusta, em homenagem ao imperador Cesar Augusto. Ao longo dos anos, judeus, muçulmanos e cristãos continuaram enriquecendo a cidade com suas culturas, criando a atual cidade de Zaragoza. Hoje capital de Aragão e quinta maior cidade espanhola.

Trens AVE na estação Atocha
O trem de alta velocidade espanhol (AVE) faz a viagem de Madri a Zaragoza em apenas 1h20min, partindo da estação Atocha. Eu tinha 30h para ficar em Madri e não pensei duas vezes: arrumei minha mochila, reservei um hotelzinho em Zaragoza e fui pra passar a noite, mesmo sem companhia de nenhuma.
Só a viagem de trem já valeu o passeio. O trem bala vai a 300 km/h!!! Incrível!


Cheguei lá às 20:30 e o sol ainda estava alto. O ônibus 34 parte da estação Delizias e vai até o centro histórico da cidade. Deixei a mochila no Hotel Avenida (apenas 36 euros a diária!) e fui aproveitar o entardecer.

Ruínas das muralhas romanas com a Torre de la Zuda ao fundo

Comecei a visita pelas ruínas das muralhas romanas e o Torre de la Zuda, bem nas margens do rio Ebro. Em cima da ponte de Santiago fiquei hipnotizada com a bela vista da cidade de um lado e o pôr do sol do outro lado da ponte...


Com uma temperatura de 31 graus, às 22h que eu nem podia chamar de noite, caminhei pelas margens do Ebro até a Ponte de Pedra, onde pude apreciar o espetáculo do pôr-do-sol com a magnifica Basílica Nossa Senhora do Pilar ao fundo.


Em seguida fui conhecer a Plaza del Pilar, principal praça da cidade composta pela Basílica, a Lonja (centro de exposições), o palácio episcopal e a catedral de Zaragoza chamada de La Seo. Tudo já estava fechado para visitações e só me restou admirar a beleza daquela praça e comer os tradicionais tapas (tipo petisco) antes de voltar ao hotel para dormir...

Plaza del Pilar

Os palitos mostram o número de tapas que havia comido para pagar depois (apenas 1,40 cada)




























No dia seguinte, tive que escolher os principais pontos turísticos para visitar, uma vez que meu trem de volta para Madri era às 15:43 e não teria tempo de ver tudo. Portanto, fui até um posto de informações turísticas e com um mapa a moça me indicou as principais atrações da cidade, que compartilho com vocês nesse post:

Basílica Nossa Senhora do Pilar: cartão postal da cidade em todo o mundo, é uma joia da arte barroca. Construída entre os séculos XVII e XVIII , sua construção só foi finalizada em 1961 quando a última das onze cúpulas decoradas foi construída. O templo é visitado por milhões de pessoas de todo o mundo que fazem promessas, peregrinações e oferendas à Virgen del Pilar.

O interior da Basílica é repleto de obras de arte: dezenas de capelas nas laterais do altar maior. Os afrescos das cúpulas foram feitos por Goya em 1781.

A aprtir das 10h é possível pegar um elevador até uma das torres da Basílica e a vista é realmente de tirar o fôlego!







Catedral de San Salvador (La Seo) e Museu de Tapeçaria: construída no século XII sobre os restos de civilizações anteriores, a catedral é composta por diversos estilos arquitetônicos. Tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, possui 18 capelas ao redor do altar maior que me deixaram boquiaberta com a riqueza de detalhes e mistura de estilos barroco, renascentista, gótico. Infelizmente não é possível tirar fotos no seu interior.

Dentro da La Seo funciona o impressionante museu de Tapeçaria. São 63 peças que formam uma das coleções mais importantes do mundo, por antiguidade, rareza e número. Cada tapete mostra a ilustração de uma história de distintos séries e temas: religioso/bíblico, moral/filosófico, histórico, mitológico, astrológico. Eu gostei muito dessa exposição e fiquei "viajando" no conteúdo explícito e implícito em cada tapete.



Plaza del Pilar com La Seo ao fundo


Ruínas do Teatro Romano: construído no século I, é o monumento mais bem conservado da época romana. Durante mais de duzentos anos foi lugar de reuniões, lazer e vida social, exercendo um importante papel de transmissor dos valores culturais, políticos e religiosos do Império romano. Nas etapas históricas seguintes, onde era o teatro foi construída a medina muçulmana, depois o assentamento da população judia e em seguida o crescimento econômico e social de Zaragoza no período renascentista. Aos domingos, a entrada é gratuita.





Calle Alfonso: Uma das ruas mais importantes e bonitas do centro histórico da cidade. Repleta de lojas e ambulantes, ela termina na Plaza del Pilar.



Palacio de la Alfajeria: enorme palácio mouro construído no ano de 864 aproximadamente. ao longo dos séculos foi residência dos Reis Taifas de Zaragoza, dos reis católicos durante suas estadias na cidade, quartel militar e atualmente funciona como sede das Cortes de Aragão. Aos Domingos, a entrada é gratuita.




Arcos do Pátio Santa Isabel



Teto do Salão do Trono
Plaza de Toros de la Misericordia

Almocei rapidamente em frente a Plaza del Toros, local das touradas na cidade. Passei no Hotel Avenida para pegar a mochila e novamente o ônibus 34 me levou até a estação de trem Delizias.

Curiosidades do Primeiro Mundo que não vemos no Brasil:

  • Além dos trens de alta velocidade que impressionam, o acesso até eles é quase igual aos aeroportos: raio x, cartão de embarque, assento e vagão marcados. 
  • Os pontos de ônibus possuem um painel eletrônico que mostra quanto tempo falta para seu ônibus chegar no ponto.
  • Dentro do ônibus há também um painel eletrônico e um alto-falante indicando a próxima parada.
  • No restaurante de Tapas, foi possível servir a vontade e deixar os palitinhos em um prato; ao final, o garçom conta o número de palitos deixado ali para somar sua conta. Todos confiam em você. 
  • Pôr-do-sol às 22h é comum no verão do Hemisfério Norte e todos ficam muito felizes com dias tão longos. Como era um sábado, presenciei festas, feiras, casamentos e muitos turistas na cidade. 
  • A Espanha leva muito a sério a siesta e depois das 13h ou 14h TUDO fecha e não é mais possível visitar nenhum ponto turístico até 17h!!!
Trem em partida para Barcelona na estação Zaragoza - Delizias

Gastos totais do passeio: 
Trem AVE: 90 euros ida e volta
Ônibus estação trem/centro histórico: 2,70 euros ida e volta
Hotel Avenida: 36 euros
Elevador até a torre da Basílica: 3 euros
Entrada Catedral La Seo: 4 euros
Total: 136 euros que foram praticamente um investimento, uma vez que eu não tive gasto com passagem aérea de São Paulo a Madri, ao contrário, fui paga para fazer esse voo!

Foi um passeio um incrível que indico a todos que tiverem a oportunidade. Vale a pena um pit-stop para quem está indo de Madri para Barcelona ou vice-versa. 
Só para constar no post nesse momento histórico: parabéns aos alemães pela vitória na Copa do Mundo e pelo exemplo de cidadania com as benfeitorias no sul da Bahia.